Ufá! Depois de tanto tempo, e com o incentivo de uma grande amiga (Solange), resolvi partilhar um pouquinho dos últimos tempos… tempo muito difícil, mais cheio da presença, da graça e do poder de Deus, na minha vida e na vida da minha família.
Ao ler novamente o meu último post, só posso agradecer a Deus por tudo o que Ele tem feito por nós, dia após dia. Nem sei por onde começar, o que falar… Mais o título deste post é a maior expressão do que existe em meu coração: “PARA DEUS NÃO EXISTE, IMPOSSÍVEL”. É isso que tenho experimentado desde o dia 02 de Junho, dia em que a Mariana nasceu…
Que momento tão esperado, tão desejado, mais que trouxe a nossa vida uma transformação tremenda, se a chegada de uma criança já traz mudanças a vida de sua família, a chegada da Mari revolucionou o nosso viver. Não esquecerei este dia por nada na face da terra.
Logo pela manhã do dia 02, a bolsa da Zi estourou e fomos para o hospital do Campo Limpo, de lá para o Amparo Maternal e depois para o hospital São Paulo, aonde enfim a Mari nasceu. Logo pela manhã meu coração estava tribulado, tenso. Pois estavamos com medo deste momento, medo do que poderia acontecer. Durante todo a gestação, rezavamos pedindo a Deus que nos livrasse de todo o mal, e apesar de tudo o que aconteceu, vejo a mão de Deus nos guiando e nos encaminhando para o melhor. Depois dá transferência para o Hospital São Paulo, já com 9 dedos de dilatação, a Zi precisou ser levada as pressas para o Centro Cirurgico, pois não conseguia deitar para a realização do parto, porque não estava conseguindo respirar. Os médicos já estavam apreensivos e buscando fazer o melhor.
Me lembro que naquela hora, perguntei se a Mari, não corria risco de vida, eles me disseram que estavam monitorando e iriam fazer o melhor. Alguns minutos depois, os médicos me informaram que iriam ter que fazer uma cesária, o desespero e a sensação de morte rondavam não somente o meu coração, mais tudo ali… Durante esta tentativa de parto normal e na mudança para a cesária, a placenta descolou e a Mariana veio há óbito dentro do utero,e a Alzira estava morrendo na mesa de cirurgia. Me lembro da hora em que os médicos em chamaram e me disseram que a Mari havia nascido morta e que eles estavam tentando salvar a vida da Alzira. Naquela hora, só esperava o pior… só abaixei a cabeça e esperava a notícia da morte da Alzira também…
Os médicos estavam desolados, pois tinham feito o melhor (álias nisto podemos ver a Mão poderosa de Deus, a Zi foi atendida pelos melhores profissionais da América Latina), dentro de mim, existia um sentimento, uma voz, que me levava a pensar ou a dizer: “MARIANA, NO NOME DE JESUS, RESSUSCITE” sei que foi algo muito confuso naquela hora, alguns minutos depois, parou uma mulher na minha frente e ficou olhando e quando levantei a cabeça, ela me perguntou se eu era o pai da bebê, eu disse que sim, e ela falou: “ELA ESTÁ VIVA, ELES CONSEGUIRAM RESSUSCITAR”. Me joguei no chão e comecei a agradecer a Deus… os médicos estavam espantados… Agradeço a Deus pela vida da Marlene (mãe do Alexandre - que esteve comigo todo o tempo… Deus tem muitas formas de nos enviar os seus anjos).
Após tudo isso… a Alzira e a Mari foram para UTI… a Zi, 24 horas depois já havia saído da UTI, mais a Mari precisaria permanecer lá, pois seu quadro era muito grave, muitos orgãos tinham sido afetados: coração, pulmão, rins, fígado, ela apresentava um quadro de convulsões gravissímo. Nosso coração estava em frangalhos, muita dor, medo e revolta por tudo o que tinha acontecido. Os médicos não davam nenhuma esperança…
Me lembro do primeiro instante com ela… ela era igualzinha aos meus sonhos, a boquinha em forma de coração… linda demais…
A partir daí, pudemos cada dia ver o agir de Deus na vida da Mari… ela é uma guerreira, uma vitoriosa, dia após dia, ela surpreendia a todos com as suas melhoras, cada dia um orgão se recuperava, cada dia uma vitória… nunca esquecerei o dia que ouvi o seus chorinho, a sua mão se mexendo…
Para os médicos por tudo o que aconteceu, ela não acordaria, não se mexeria, não choraria, não estabeleceria nenhum contato conosco… Mais para a honra e glória de Deus… tudo isso aconteceu…
Ela ficou 55 dias na UTI, e posso garantir que foram 55 dias de prova, de luta, mais dias de vitória e de muita alegria… Pudemos provar a fidelidade do Senhor durante todo este tempo, pudemos ver a Mão de Deus agindo em nossa vida.
Hoje ainda, a batalha é longa, a Mari ainda precisa de muitos cuidados, muitos acompanhamentos… não sabemos o que irá acontecer amanhã, cada dia é uma vitória, mais no nosso coração existe uma certeza: “Aquele que começou a obra é fiel! DEUS É FIEL!!!!!!!!!
Nosso coração está em festa, pois o nosso precioso presente está conosco… e cada dia mais, temos nos alegrado por ter ela ao nosso lado.
Ao Senhor, toda honra e toda a glória… Alelluiaaa!!!!!

O Choro pode durar uma noite, mais a alegria vem pela manhã. Depois de 55 dias a alegria de levá-la pra casa